Algumas
doenças crônicas não transmissíveis, como as cardiovasculares, seus fatores de risco
metabólicos (diabetes mellitus, hipertensão arterial sistêmica e dislipidemias)
e a incapacidade funcional são importantes causas de morbidade e mortalidade
entre adultos. Em geral, essas doenças são de longa duração, múltiplas, exigem
acompanhamento multidisciplinar permanente, intervenções contínuas e requerem
que grandes recursos materiais e humanos sejam despendidos, gerando encargos ao
sistema público e social. No Brasil, por exemplo, elas respondem por,
aproximadamente, 70% dos gastos assistenciais com a saúde1.
Apesar
de a herança genética ser fator de grande relevância na determinação da
suscetibilidade à doença, o desenvolvimento dessas morbidades se dá,
primordialmente, por fatores ambientais e do estilo de vida. Estima-se que 75% dos
casos novos de doenças não transmissíveis poderiam ser explicados por dieta e
inatividade física1.
O baixo condicionamento cardiorrespiratório, a
pouca força muscular e o sedentarismo, por exemplo, aumentam em três a quatro
vezes a prevalência da Síndrome Metabólica (SM).
Estudos
epidemiológicos demonstram que a inatividade física aumenta substancialmente a
incidência relativa de doença arterial coronariana (45%), infarto agudo do
miocárdio (60%), hipertensão arterial (30%), câncer de cólon (41%), câncer de
mama (31%), diabetes do tipo II (50%) e osteoporose (59%). As evidências também
indicam que a inatividade física é independentemente associada à mortalidade,
obesidade, maior incidência de queda e debilidade física em idosos,
dislipidemia, depressão, demência, ansiedade e alterações do humor2.
Dessa
forma, percebe-se que a inatividade física é um dos grandes problemas de saúde
pública na sociedade moderna, sobretudo quando considerado que cerca de 70% da
população adulta não atinge os níveis mínimos recomendados de atividade física.
O ônus socioeconômico da inatividade física é alarmante: estimativas sugerem
que os custos relacionados ao tratamento de doenças e condições possivelmente
evitadas pela prática regular de atividade física são da ordem de um trilhão de
dólares por ano, apenas nos Estados Unidos2.
Com
algumas adequações, o exercício é um importante fator capaz de mudar esse
quadro evidenciado, tendo em vista o vasto espectro de ação do exercício físico
sobre o organismo, as baixíssimas taxas de prevalência e gravidade de efeitos adversos,
e o baixo custo de seu emprego. Acredita-se que jamais surgirá uma droga que
mereça a alcunha de “mimetizador” de exercício, sendo o próprio absolutamente
ímpar como agente terapêutico. 2
Recomendação de atividade física
Em 1995, o Centro de Controle e Prevenção de
Doenças (CDC) e o Colégio Americano de Medicina Esportiva (ACSM) criaram uma recomendação
populacional que preconizava que
“todos os indivíduos deveriam realizar atividades físicas de moderada
intensidade, contínuas ou acumuladas, em todos ou na maioria dos dias da semana,
totalizando, aproximadamente, 150 minutos/ semana ou 200kcal por sessão” 1.
Essa recomendação foi apoiada pela OMS e aceita
pelo Ministério da Saúde do Brasil, preconizando frequência mínima de 5 vezes por
semana e 30 minutos de duração para intensidades moderadas, 3 vezes por semana
e 20 minutos para as vigorosas, podendo estas ser complementares. O programa
moderado pode ser acumulado em sessões de 10 minutos, no mínimo. Foram
incorporados os exercícios de força muscular por, pelo menos, duas vezes por
semana1.
É importante ressaltar, que para o início de uma atividade
física é necessário orientação profissional, assegurando uma prescrição
adequada para cada indivíduo, levando em consideração a avaliação do estado de
saúde do mesmo.
Dessa forma, conclui-se que a atividade física é
imprescindível para a prevenção e tratamento de doenças crônicas, devendo ser
orientado e acompanhado por profissionais habilitados. Diante da tenebrosa
expectativa para o aumento desses agravos na sociedade brasileira, devemos incorporar
essa via terapêutica como fator de promoção e tratamento em nosso cotidiano
profissional futuramente.
Referências
- COELHO
CF, BURINI. RC. Atividade física para prevenção e tratamento das doenças
crônicas não transmissíveis e da incapacidade funcional. Rev. Nutr. Campinas,
2009.
- GUALANO B, TINUCC T. Sedentarismo,
exercício físico e doenças crônicas. Rev. bras. Educ. Fís. Esporte, São
Paulo, v.25, p.37-43, dez. 2011 N. esp. 39.
- http://www.educadores.diaadia.pr.gov.br/arquivos/File/2010/artigos_teses/EDUCACAO_FISICA/artigos/AtF_e_Doencas_degenerativas.pdf
Praticar esportes é bom não só para manter o corpo saudável e em forma. Serve também como terapia para alguns males, como diabetes, hipertensão, asma e depressão. Uma das doenças cujo tratamento mais se beneficia das atividades físicas é o diabetes. O corpo do diabético produz de forma irregular a insulina, hormônio que controla o nível de glicose no organismo. Em alguns casos, o paciente precisa tomar injeções de insulina. Exercícios aeróbicos como natação, corrida, ciclismo e caminhadas melhoram a metabolização do açúcar. Resultado: o diabético passa a precisar de doses menores do hormônio. A medicina descobriu recentemente que casos de depressão leve também podem ser tratados com esporte. Isso porque, durante os exercícios, o corpo produz e libera endorfina, substância responsável pela sensação de prazer que aparece logo depois de uma sessão na academia. Para algumas doenças respiratórias crônicas, como a asma, o esporte mais indicado é a natação, que amplia a capacidade pulmonar. Atividades físicas melhoram o fluxo sanguíneo e a metabolização do colesterol, o que ameniza a hipertensão arterial, problema que afeta cerca de 30% dos adultos brasileiros. As propriedades terapêuticas do esporte são inúmeras, mas isso não significa que qualquer pessoa com uma doença crônica possa fazer esforço físico à vontade. O correto é consultar um médico antes, para saber a modalidade ideal e a regularidade com que os exercícios têm de ser feitos
ResponderExcluirReferencia:
Excluirhttp://veja.abril.com.br/especiais/saude_2004/p_066.html
Ao longo dos anos, o homem tem vivenciado diversas mudanças no seu estilo de vida. Muitas dessas alterações são decorrentes do processo de modernização e industrialização, que podem refletir diretamente na vida dos indivíduos, modificando seus hábitos diários. Resultando em um estilo de vida próprio de uma sociedade cada vez mais consumista e dinâmica, que associa em sua rotina estresse, fumo, sedentarismo e alimentação excessivamente calórica. Nesse contexto, em se tratando de saúde pública podemos observar principalmente um aumento acentuado da mortalidade causada por doenças crônico-degenerativas. Pois estes novos hábitos de vida possibilitaram o aparecimento de um conjunto de doenças de etiologia não especifica, que são relacionadas às condições de vida próprias desta nova sociedade. A alteração qualitativa e quantitativa da ingestão alimentar, o aumento dos fatores estressantes, a diminuição da atividade física, o aumento do tabagismo, entre outros fatores estão relacionados com o aparecimento de doenças cardiovasculares, em especial a hipertensão arterial; metabólicas, como a diabetes mellitus tipo 2 e a obesidade; entre outras doenças crônicas, como o câncer e a osteoporose. Este conjunto de doenças ditas crônico-degenerativas pode ser considerado a principal causa do aumento da mortalidade na população mundial, sendo responsáveis por cerca de dois terços das mortes na população americana com uma prevalência maior para as doenças cardiovasculares, estas responsáveis por cerca de 40% de todas as mortes nos Estados Unidos no ano de 2001. Neste contexto, uma menor exposição aos fatores de risco predisponentes ao aparecimento dessas patologias é uma das principais ações de prevenção primária para essas doenças. Entre os fatores de risco modificáveis (dieta, fumo, hipercolesterolemia, hipertensão arterial, glicemia de jejum elevada, sobrepeso, estresse e inatividade física), a prática de exercícios físicos tem lugar de destaque.
ResponderExcluirReferência: http://www.ufpi.br/subsiteFiles/parnaiba/arquivos/files/rd-ed1ano1-artigo2_alexsoares.PDF
A atividade física pode ser efetivar tanto na atenção primária quanto secundária e terciária da saúde. Diversos estudos epidemiológicos mostram associação entre aumento dos níveis de atividade física e redução da mortalidade geral e por doenças cardiovasculares em indivíduos adultos e idosos. Embora ainda não estejam totalmente compreendidos, os mecanismos que ligam a atividade física à prevenção e ao tratamento de doenças e incapacidade funcional envolvem principalmente a redução da adiposidade corporal, a queda da pressão arterial, a melhora do perfil lipídico e da sensibilidade à insulina, o aumento do gasto energético, da massa e força muscular, da capacidade cardiorrespiratória, da flexibilidade e do equilíbrio. No entanto, a quantidade e qualidade dos exercícios necessários para a prevenção de agravos à saúde podem ser diferentes daquelas para melhorar o condicionamento físico. De forma geral, os consensos para a prática de exercícios preventivos ou terapêuticos contemplam atividades aeróbias e resistidas, preferencialmente somadas às atividades físicas do cotidiano. Particularmente para os idosos ou adultos, com co-morbidades ou limitações que afetem a capacidade de realizar atividades físicas, os consensos preconizam, além dessas atividades, a inclusão de exercícios para o desenvolvimento da flexibilidade e do equilíbrio.
ResponderExcluirFonte: http://bases.bireme.br/cgi-bin/wxislind.exe/iah/online/?IsisScript=iah/iah.xis&src=google&base=LILACS&lang=p&nextAction=lnk&exprSearch=544486&indexSearch=ID
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirComo já foi muito bem discutido neste blog, a atividade física é um importante mecanismo de manutenção da saúde, de prevenção de doenças, de aumento do bem-estar e da satisfação social, da busca da beleza, fatores esses que a fazem extremamente importante na vida das pessoas. A atividade física reduz em números expressivos a incidência relativa de doenças crônicas (como retratou muito bem a postagem), como doenças arteriais coronarianas, infarto agudo do miocárdio, hipertensão arterial, câncer de cólon, câncer de mama, diabetes do tipo II, e osteoporose, doenças essas que causam grande mobilização financeira e gasto no sistema de saúde (70 % da renda total). Destas, uma das mais citadas nos estudos e com elevado índice de mortalidade, são as doenças cardíacas, que podem apresentar melhoras significativas quando há a prática de exercícios. “No caso da hipertensão, durante o treinamento físico os vasos se dilatam para melhorar a captação de oxigênio fazendo a tensão no sistema diminuir e a pressão cair”, explica a médica e professora da Escola de Educação Física e Esporte (EEFE) da Universidade de São Paulo (USP), Taís Tinucci. O recomendado por Tinucci em casos de hipertensão e outras patologias ligadas ao coração são exercícios aeróbicos. “Ele trabalha grandes grupos musculares, a pessoa pode, por exemplo, fazer uma caminhada ou andar de bicicleta”, diz Tinucci. A sugestão dos profissionais de educação física é frequentar a academia entre três e cinco vezes por semana. É importante também que os hipertensos não façam treinos fortes, especialmente a musculação com uma carga pesada, pois isso pode causar piora no quadro. Já no caso da insuficiência cardíaca, em que o coração perde a força de contração, o exercício é uma ótima maneira de melhorar o trabalho do órgão. “Em pessoas que praticam exercícios, o sistema circulatório vai trabalhar mais e o coração será capaz de tolerar melhor qualquer variação”, conta Tinucci. Se acompanhada à prática de exercícios físicos, houver uma alimentação balanceada e rica em nutrientes que garantam o bom funcionamento bioquímico do corpo, os resultados só tendem a melhorar, principalmente em doenças como o diabetes tipo 2, em que alguns portadores podem diminuir as doses de insulina até a metade, ou até mesmo deixar de tomar esse hormônio em alguns casos, devido ao efeito positivo que atividade física exerce sobre a sensibilidade desse hormônio, exemplificando a influência da mesma sobre a bioquímica do organismo humano. Isso ocorre porque essa doença está normalmente associada com um estado de inflamação subclínica no organismo que prejudica a sinalização que a insulina passa a célula para que a glicose seja captada. Diante de tudo isso, medidas governamentais como a disponibilização de academias gratuitas ao ar livre nas praças, assim como atividades esportivas e de dança nas Unidades Básicas de Saúde, além do oferecimento de locais para caminhadas e prática de exercícios com segurança, são muito importantes na medida em que influenciam de forma positiva a saúde da população.
ResponderExcluirReferência
http://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/noticia/2012/08/exercicios-fisicos-se-tornam-aliados-no-tratamento-de-doencas-cronicas.html
Os benefícios da prática de atividades físicas são indiscutíveis. O hábito de fazer exercícios, seja ao ar livre ou em academias, é defendido por cientistas e recomendado por médicos como um dos melhores caminhos para uma vida saudável. Quem sofre de doenças crônicas, porém, costuma ter dúvidas sobre se pode ou não se exercitar. Diabéticos, hipertensos, asmáticos ou portadores de males degenerativos como Alzheimer e Parkinson nem sempre sabem que mexer o corpo pode ser parte do tratamento da patologia, desde que os exercícios sejam personalizados e voltados para as necessidades e limitações de cada um. Tanto médicos quanto os profissionais dedicados ao atendimento dessas pessoas não têm dúvidas: a atividade física não é apenas benéfica para manter o corpo em forma, ela melhora a resistência e o bem-estar daqueles que se tornaram reféns de doenças sem cura, reduzindo a chance de complicações e aumentando a qualidade de vida dos pacientes. O cardiologista José Roberto Barreto explica que, dependendo do problema, as restrições existem, mas jamais devem impedir a prática. Para os hipertensos, por exemplo, atividades com muito peso ou carga não são indicadas. De maneira geral, os exercícios aeróbicos, como caminhada, corrida e natação, são mais recomendados. Para os pacientes idosos, é importante também a musculação.
ResponderExcluirhttp://www.educacaofisica.com.br/index.php/ciencia-ef/canais-cienciaef/medicina-esportiva-socorros/6972-exercicios-fisicos-pode-ajudar-no-tratamento-de-portadores-de-doencas-cronicas
Diversos documentos de vários países que tratam da prevenção e do tratamento de doenças incentivam a prática de atividade física regular como forma de promover, de manter e de melhorar a saúde geral de indivíduos e populações. Estes achados ganharam tal dimensão que hoje essas recomendações deixaram de ser recomendações exclusivas dos profissionais de saúde e passaram a fazer parte dos conselhos de pessoas comuns aos seus pares. Sobre esse tema, Carvalho et al. (1996), Pate et al. (1995) e Thompson et al. (2007) apresentam as principais condições clínicas combatidas pela prática regular de exercícios físicos, quais sejam: doença aterosclerótica coronariana; hipertensão arterial sistêmica; acidente vascular encefálico; doença vascular periférica; obesidade; diabetes mellitus tipo 2; osteoporose e osteoartrose; câncer de cólon, mama, próstata e pulmão; além de ansiedade e depressão. A maioria destas informações sobre o impacto positivo da atividade física para a saúde deriva de grandes estudos epidemiológicos, principalmente realizados nas décadas de 1970 e 1980. Um resumo destes estudos pode ser observado no trabalho de Ferreira & Najar (2005) e Pitanga (2002). A partir do entendimento, sobre o impacto positivo para a saúde da prática de atividade física, surge a necessidade de explicitar os mecanismos responsáveis por tais benefícios. Eaton & Eaton (2003) dividem os benefícios da prática regular de atividade física nos componentes relacionados ao sistema muscular, cardiovascular, a composição corporal e resistência à insulina. Alguns documentos descrevem com detalhes esses mecanismos e as condições de prescrição particulares relacionada à prática de atividade física para agravos de saúde específicos. Como exemplos ilustrativos citamos, em relação à hipertensão, os trabalhos de Kelley & MacClellan (1994), Negrão & Rondon (2001) e Véras-Silva et al. (1997). E em relação aos efeitos do exercício no combate aos quadros depressivos, três revisões são bastante conclusivas (GUIMARÃES & CALDAS, 2006; HELENA et al., 2007; MORAES et al., 2007).
ResponderExcluirhttp://www.ufpi.br/subsiteFiles/parnaiba/arquivos/files/rd-ed1ano1-artigo2_alexsoares.PDF
É válido lembrar também que o exercício físico se torna ainda mais de fundamental importância para evitar tais doenças crônicas no cotidiano atenuante que vivemos. O excesso de estresse eleva os níveis de adrenalina e noradrenalina no sangue, que por sua vez, ativam o sistema de "luta ou fuga" do organismo, mobilizando a quebra de lipídios. Quando não há prática de atividade física, essas substâncias se acumulam no sangue, formando placas de ateroma nos vasos sanguíneos. Essas estão relacionadas às doenças crônicas citadas no texto acima, o que reitera a importância das atividades aeróbias para evitar tais problemas. Desse modo, com um cotidiano mais ativo, muitas das mortes por doenças cardiovasculares seriam evitadas, sendo de fundamental importância o desenvolvimento, pelo estado, de mais programas voltados à prática de atividade física.
ResponderExcluirAtravés do Blog percebemos as inúmeras vantagens proporcionadas pela prática de atividade física regular. A prevenção de doenças crônicas é uma das mais relevantes. A crescente falta de tempo enfrentada por muitos na atualidade vem levando parte da população ao sedentarismo e ao consumo de alimentos não saudáveis, levando ao aparecimento de doenças crônicas. A prática de atividade física é um importante fator tanto para a prevenção como faz parte também do tratamento não-medicamentoso de diversas doenças crônica, como hipertensão e diabetes. Desse modo, deve ser incentivada a todos, de acordo com o estado de saúde de cada um, e sob a orientação de profissionais habilitados.
ResponderExcluir